quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cermangue inicia implantação de projeto em Luís Domingues


Cermangue inicia diálogo sobre projeto de educação ambiental na cidade de Luís domingues.
Por Paiva Silva.   
São Luís, 10 de maio.
       
Flávia Mochel em palestra a professores
e estudantes
             Nos dias 05, 06 e 07 de maio, O cermangue esteve em Luís Domingues para dar início à implantação do Projeto de Educação Ambiental no município. A visita teve uma programação voltada para a apresentação do projeto às autoridades locais, com palestras para alunos e professores da rede municipal, Secretários de Meio Ambiente e da Agricultura, e uma reunião do Centro de Recuperação de Manguezais com professores e secretários, onde iniciaram o planejamento das ações a serem desenvolvidas pelo centro.



Alunos em atividades oceanógrafas
 embarcadas
            No segundo dia de atividades, a equipe embarcou para conhecer o estuário local, indo até a ilha de Boa Vista, onde os alunos realizaram atividades oceanógrafas embarcadas, como arrasto de draga, lançamento de busca-fundo na coleta de sedimentos para análise de salinidade e profundidade. E em seguida desembarcaram na comunidade, onde conversaram com alguns moradores e seguiram em busca de apicuns _ objeto de estudo do aluno de mestrado, Fabrício Ferreira, orientando da professora Flávia Mochel.

            No terceiro e último dia, a equipe realizou busca de apicuns por via terrestre no manguezal e numa faixa de floresta amazônica, local onde se encontra um sítio arqueológico de um antigo quilombo.
            O objetivo do Centro é desenvolver, no município, o trabalho de mestrado do aluno Fabrício, cujo título é “Caracterização dos Manguezais e Apicuns como subsídio para a sustentabilidade socioambiental do município de Luis Domingues-MA” e, ao mesmo tempo, trabalhar com Educação Ambiental, como já vem fazendo em Apicum-Açu.

Mais imagens na galeria de fotos.

Redação: Paiva silva
Fotos: Flávia Mochel

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ministério do Meio Ambiente planeja ações do Programa Água Doce


Por Rafaela Ribeiro
Notícia alterada em 08/05/2012



            A falta de água potável no sertão nordestino está deixando de ser um problema sem solução. O Programa Água Doce - Água para Todos, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA)  em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil, estabele uma política pública permanente de acesso à água de boa qualidade para consumo humano.
            A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA promove, até hoje, quarta-feira (09/05), uma oficina de planejamento do Programa Água Doce, com a finalidade de compartilhar informações e estratégias relacionadas à execução dos convênios, planejar as ações de modo a efetivar e potencializar os objetivos, além de integrar as equipes e parceiros envolvidos.
ESCASSA E IRREGULAR
            A região do semiárido brasileiro ocupa 10% do território nacional e abriga população de 21 milhões de pessoas. Na maior parte do ano falta água, já que a ocorrência de chuvas é escassa e irregular. A água subterrânea, extraída de poços, é imprópria para consumo devido ao alto teor de sal.
            Proporcionar a essa população água boa para beber, tomar banho, irrigar plantas, criar peixes e alimentar animais virou realidade com a implantação da tecnologia que transforma água salobra em potável e reaproveita os resíduos do processo. A técnica ajuda a preservar o meio ambiente e gerar renda para os agricultores.
            Para melhorar a situação de falta de água potável no sertão do nordeste, ao longo dos anos foram instaladas nas comunidades rurais máquinas dessalinizadoras para tratar a água salgada e torná-la potável. Mas o que era para ser uma solução virou outro problema. Além da dificuldade de manutenção dos equipamentos, os dessalinizadores geram um concentrado salino ao fazerem o tratamento da água. O resíduo, ao cair no solo, torna a terra improdutiva e contamina o lençol freático.