sexta-feira, 2 de setembro de 2011

“Quinta da Ciência” mostra realidade quilombola de Alcântara



Atividade cultural da SBPC/MA usa o cinema para promover a ciência



A Secretaria Regional do Maranhão da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC/MA) realizou nesta quarta-feira, 31, a primeira edição do Projeto “Quinta da Ciência” que aconteceu no Auditório Central, Campus - Bacanga. O Projeto “Quinta da Ciência” tem por objetivo provocar na comunidade o interesse pelo conhecimento científico, tecnológico, pela cultura, igualdade étnico-racial, pelas questões ambientais, pela arte e pela diversidade de manifestações através da realização de diversas atividades.

Dinâmica do Projeto:

Em uma quinta-feira de cada mês deverão ser realizadas oficinas, palestras, conferências, mesas-redondas, entre outros acontecimentos, com o propósito de integrar Ciência e Cultura junto à comunidade. Estiveram presentes no evento a nova diretoria da SBPC/MA que é formada pelo Prof. Msc. Luíz Alves Ferreira, Secretário Regional da SBPC/MA; Profª Drª Marize Helena de Campos, Secretária Adjunta da SBPC/MA; Profª. Drª Maria Helena Alves Lima, Tesoureira da SBPC/MA e José Maria Dias Bezerra, Membro Consultivo.

O tema da 1ª edição do Quinta da Ciência foi “Alcântara: o Maranhão na era Espacial” onde foi exibido o filme “Céu sem eternidade”, do
Projeto de Extensão “Casarão Universitário”. Na mesa de debate sobre o filme estiveram presentes a Profª Drª Vera Lúcia Sales, Ivo Fonseca, Membro da Coordenação Nacional de Quilombolas, Prof. Msc. Luíz Alves Ferreira e Profª Drª Marize Helena de Campos.

Sobre o vídeo:

O filme “Céu sem eternidade” é um documentário produzido por alunos do curso de Comunicação Social da UFMA, sob a coordenação da Profª Vera Lúcia Sales e pela cineasta Eliane Caffé. O longa-metragem retrata a realidade vivida por quilombolas da cidade de Alcântara-MA que convivem com as consequências provocadas pela instalação do Centro de Lançamento de Foguetes de Alcântara (CLA).

De acordo com o Prof. Msc. Luíz Alves Ferreira, o filme discute os direitos dos quilombolas de forma ampla e realista. “É importante ressaltar que aquela realidade dos quilombolas não se remete a apenas Alcântara, mas ao Maranhão, ao Brasil e ao mundo. É de extrema importância trazer essa discussão para a comunidade acadêmica, pois através da ciência pode-se promover melhor o desenvolvimento humano”, disse. 

Lugar: Auditório Central - UFMA
Fonte: Michelle Almeida/ASCOM
Notícia alterada em: 02/09/2011 15h35

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Relator do Código Florestal quer estádios em áreas nativas


POr LARYSSA BORGES
Relator do projeto que define o novo código florestal brasileiro, o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) apresentou nesta quarta-feira à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do senado proposta que autoriza a ocupação e desmatamento de vegetação nativa em áreas de preservação permanente (APP) para a construção de estádios de futebol e de infraestrutura que garanta condições para o Brasil sediar, de forma favorável, a copa do mundo de 2014 e as olimpíadas de 2016. São APPS, por exemplo, as áreas de mananciais, encostas, manguezais e matas ciliares.
"Inserimos a expressão 'estádios e demais instalações necessárias à realização de competições esportivas municipais, estaduais, nacionais ou internacionais' para garantir a sua construção, especialmente pela urgência do governo em viabilizar as obras da copa do mundo de 2014 e das olimpíadas de 2016", defendeu Luiz Henrique.
Senador Luiz Henrique da Silveira 
Em seu relatório, que ainda será analisado pelo senado e foi alvo de pedido de vista coletiva na CCJ, o senador também mantém o polêmico artigo 8º, aprovado pela câmara dos deputados, que prevê que atividades agropecuárias realizadas nas APPS até julho de 2008, poderão ser mantidas.
Para o senador, a existência de atividades rurais nas áreas consolidadas não significa autorização para nova derrubada de florestas. Futuros programas de regularização ambiental definirão, segundo ele, como regularizar as atividades nessas regiões. As APPS são consideradas áreas de grande importância ecológica por preservar recursos hídricos, a paisagem, a biodiversidade e garantir a não deterioração do solo.
Conforme o relatório de Luiz Henrique, o senado também deve deixar claro que os estados têm direito de legislar sobre matérias ambientais e que essa prerrogativa não deve ser exclusiva da união. "Até onde é constitucional à união tratar de assuntos em que as peculiaridades locais e regionais necessariamente alterarão o resultado da aplicação de uma lei? Ressalvado o bem jurídico água, não há qualquer proibição para o exercício da competência legislativa estadual sobre os outros bens jurídicos ambientais, especialmente flora", opinou o parlamentar.
"Nossos estados têm abissais diferenças inter e intra-regionais. Não se pode ter uma única lei federal ambiental detalhada e exaustiva, impondo regras iguais para territórios tão desiguais. Se a lei nacional assim o fizesse seria inaplicável, inexequível. Só existe uma certeza: uma única norma federal, exclusiva, seria um fracasso nas nossas metas de desenvolvimento sustentável", defendeu o relator.